O que eu sei, eu digo…

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Fui recentemente abordado por um leitor deste espaço, numa conversa pessoal, acerca daquilo que digo e como o digo. Eu escrevo aquilo que consigo. Digo o que sei e o que não sei. Quando não sei demonstro a minha visão, quando sei, luto pela razão. O que levou à abordagem do meu colega de profissão foi o facto de escrever os textos muito curtos.

Como já disse, escrevo aquilo que consigo, aquilo que acho interessante. Não quero agradar a gregos e a troianos, nem a gregos, nem a troianos. Quero expressar-me, falar, deitar cá para fora. Não porque quero seguir uma carreira com esta vertente, mas porque me faz bem.

Recentemente fui a uma palestra onde assisti ao brilhante Dr. Professor José Eduardo Pinto da Costa. Posso dizer-vos com toda a franqueza que é possível ouvir e ter um diálogo com aquele homem durante horas seguidas. Apesar do seu estatuto, parece ser uma pessoa extremamente simples e acessível para quem entender minimamente aquilo que ele quer dizer (cientificamente). No início da sua apresentação disse o seguinte:

Não quero demorar mais que 7/8 minutos, mais do que isso, não passa de masturbação mental. [escusado será dizer que falou durante mais de duas horas]

Estando a palestra cheia de jovens na puberdade, a gargalhada foi geral. Mas a frase ficou-me na cabeça. Não por a achar engraçada. Embora me tenha arrancado um sorriso, ensinou-me que devemos querer ser sucintos, directos e eficazes. E é isso que tento ser.

Embora encha os meus artigos com informação pessoal e irrelevante para a tese que quero defender (como é o caso deste artigo), tento transmitir um mínimo de informação que ache útil.  Não por vos querer ensinar algo, mas porque me faz bem.