É a crise… e o desemprego

Hoje estava a discutir a saída de um grande jogador da liga de Honra portuguesa (reparem na ironia) para o Everton, por uma quantia de alguns milhares. Esta conversa levou a outra e acabou onde qualquer conversa entre portugueses acaba: na merda. Estávamos então a falar do governo português e do seu passado em crise. Tempos de Mário Soares, eram tempos de “apertar o cinto”, tempos de Barroso, eram tempos de um Portugal de “tanga”… Hoje é-se mais frio e directo: é a “crise”.

Redijo também este texto pois numa conversa de aula de Física, a pretexto dessa mesma crise, vieram os desempregados à baila. Eu atiro a um colega uma bem feia: falas dos profissionais desempregados ou dos desempregados profissionais? A sua expressão de indignação (talvez por sofrer de tal maleita) fez-me repensar o que tinha dito. Mas o que disse de errado? Num país em que um desemprego ganha tanto como um trabalhador e ainda poupa nos transportes/alimentação/…?