Aos poucos chega 2012

YouTube Preview Image

Estou francamente preocupado com os últimos ocorreres no Mundo. Cada vez mais a impotência do Homem perante a gigante e implacável natureza se faz notar: por entre trocas de estações, sismos aos pares, relâmpagos incessantes e erupções que nos limitam o dia a dia, o factor comunicação social, também ele, tem sido devastador.

Um conjunto de factos parecem querer determinar o término da humanidade como a conhecemos. Os Maias, povo claramente sábio, previu o fim do mundo em 2012. Um conjunto de ilações científicas leva-nos a crer na destruição do planeta terra brevemente. Não sei se alguma força superior quer fazer de nós um paradigma para futuras gerações, mas a verdade é que o fim está próximo.

Proximidade, conceito relativo. Quando se fala da escala do tempo, o próximo pode ser uns milhares de anos ou apenas meia dúzia deles. A verdade é que o mundo vai acabar, ponto. O sol vai explodir-nos, se não nos fizermos explodir antes. A ciência é bem clara a esse ponto e nós bem capazes de o entender. Mas o efeito 2012 vai muito além da ciência.

Se existe algo que toda a gente deverá saber é que o Homem é cruel por natureza. Em qualquer parte da sua vida vai querer pôr em risco a sua espécie para ganho próprio. Isso tem vindo a ser cada vez mais notável: o caso recente da gripe A que foi declarada como uma “falsa pandemia“. Com todo o hype (alarido) gerado, laboratórios e farmacêuticas geraram milhões em receitas. O factor M chamo-lhe eu, o medo.

E irá ser assim que o efeito 2012 se vai desenrolar: o medo passageiro com documentários na comunicação social. O pânico com a aproximação da data.

Mas quem não se lembra do filme 2012 que estreou bem recentemente no grande ecrã? E as audiências geradas atrás de documentários que fazem furor na internet e na televisão? E quanto dinheiro não irá ser gerado à custa de um estado de medo?

Se o mundo vai acabar? Sem sombra de dúvidas! Se vai acabar quando nos disserem que vai acabar? O tempo o dirá. Só nos resta um pouco de bom senso para determinar no que devemos e não acreditar.